PEÇA DA SEMANA - Lírio do mar fossilizado

Data da notícia: 15, Fevereiro 2021

PEÇA DA SEMANA - Lírio do mar fossilizado

CONTEÚDOS ÁUDIO E VÍDEO

Informação do audioguia: https://soundcloud.com/user-703797746/entre-o-mar-e-terra-os-fosseis-da-regiao-da-batalha

Língua Gestual Portuguesa:youtu.be/v2-bAQHiSmY

 

 

Este fóssil, muito bem preservado na pedra calcária, data do período do Jurássico Superior (161-146 Milhões de anos) quando o território apresentaria ambientes marinhos litorais ou mesmo já terrestres.  A peça encontra-se exposta na vitrine que o MCCB dedica à evolução do Território.

 

As rochas do território em que se integra o concelho da Batalha contam-nos, através dos registos geológicos e paleontológicos, uma longa história que nos faz recuar a mais de 200 milhões de anos.

Os calcários que constituem a zona serrana datam sobretudo do Jurássico Médio e ter-se-ão formado em ambientes marinhos litorais ou de mar aberto. 

Em contraste com as Serras, a oeste do Planalto de São Mamede, encontramos uma zona de relevos suaves onde as linhas de água escavaram vales encaixados. O mais importante é o Vale do Lena, onde as rochas, sobretudo argilosas, margosas e arenosas, são facilmente destruídas pela erosão.

No Jurássico Superior, o território seria caraterizado por ambientes marinhos litorais ou mesmo já terrestres, evidenciados pelos abundantes fósseis de moluscos de água doce, crocodilos, peixes, tartarugas e dinossáurios que se encontraram nesta região. 

O fóssil que destacamos esta semana data deste período (161-146 Milhões de anos). Encontrado na Pedreira de Agriral (Porto de Mós) assenta numa pequena laje de calcário, na qual se encontra muito bem preservada a impressão (em molde positivo) de um crinóide pedunculado. Os crinóides, vulgarmente conhecidos como lírios do mar, possuem um esqueleto calcário maciço e foram particularmente abundantes nos mares paleozóicos, originando bancadas espessas de calcário. Geralmente fixam-se ao fundo do mar por um pé flexível - o pendúculo- circular ou pentagonal, formado por numerosas peças - os entroques. No topo do pendúculo, surge o cálice, ou teca, provido de braços que filtram os alimentos da água. Após a morte, o esqueleto desmonta-se usualmente em múltiplos ossículos.